http://groups.msn.com/nasteiasdadepressao/
Terça-feira, Julho 19, 2005
Gostaria de convidar todos os interessados a visitar um novo grupo. Pelo menos entrem, nem que seja só para satisfazer a curiosidade.
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Domingo, Julho 17, 2005

Como classifico a minha vida? Acho que como uma rotina, salvo breves e raras excepções. Há quem diga que tenho tudo para ser feliz. será que estou cega, ou andam todos a enganar-me, como quando me dizem que não estou gorda, mas que depois acabm por se descair?!
As máscaras sinto que me vão acompanhar para sempre, acho que dava uma bela acrtiz. Está sempre tudo bem comigo, mas quando me encontro, choro em silêncio e odeio-me. aquela não sou eu, mas afinal, tudo no mundo vive e sobrevive de aparências. Eu, não sou excepção. Ao menos nisso, sou igual a tantos milhares de pessoas. Só gostava de me conseguir compreender, de saber realmente quem sou, para onde vou...
Sábado, Julho 16, 2005
Porque será que as pessoas têm tanta inveja umas das outras e se querem tão mal?... como não sou assim, não consigo entender o prazer maquiavélico e mesquinho de ver quem está a nosso lado quedado no chão, sem forças para erguer os braços, e lentamente, o sorriro interior começa a brotar. Afinal há alguém pior que eu...
Porquê?! Pergunto-me eu e como resposta, oiço somente o eco da minha voz. E entristeço-me e questono-me quando é que as pessoas deixaram de ser humanas, sensíveis. Ama o próximo...
Porquê?! Pergunto-me eu e como resposta, oiço somente o eco da minha voz. E entristeço-me e questono-me quando é que as pessoas deixaram de ser humanas, sensíveis. Ama o próximo...
Domingo, Julho 03, 2005
Tenho lido, lido muito, o mais que posso para me tentar abstrair. Dá-me paz, faz-me desligar, sonhar, emocionar... Sinto-me cansada, deesgastada...
Sábado, Junho 11, 2005
Não sei porque ando tão nervosa... É um medo muito grande que vem não sei de onde, nem sei do quê... É um medo... Parece que só a dormir estou bem, de resto, ando sempre sobressaltada. O que é isto, o que se passa comigo? Estou acordada e estou a pensar... Estou a pensar e fico assustada...
Tenho andado com a sensação que mais dia menos dia um novo ataque de pânico vai chegar. Tenho-me andado a tentar controlar ao máximo... Muitas dores no peito. serão nervosas?!...
Sexta-feira, Junho 10, 2005
Há alturas em que penso que as peças do puzzle que é a minha vida se começam a encaixar, mas quando o quadro parece quase completo, olho à minha volta e... oh não!!! Onde está a peça? viro e reviro tudo e não encontro a peça e tudo o que já estava construído se começa a desmoronar aos poucos. quando parecia que tudo estava a voltar ao normal (o que é o normal, afinal?!?), o sol desapareceue o céu parece quedar-se sobre mim. O túnel começou a estreitar, a estreitar tanto, e choro, começo a sentir-me perdida, desnorteada, já não sei qo que vou, para onde vou, sinto-me cansada, com as forças a chegarem ao limite. Acho que vou balançando entre a depressão e constantes esgotamentos.
Quarta-feira, Junho 08, 2005
Férias... Estou mesmo a precisar... tenho o corpo e a alma cansada, preciso de estar a sós comigo, tentar-me desligar...Encontrar-me? quem sabe, mas acho que me perdi para sempre...
Quarta-feira, Junho 01, 2005
Estou cansada... Ele é cada vez trabalho e mais trabalho, reuniões e "cagadas" de trabalho, mais fazer isto e aquilo... e mais isto... e o trabalho aquilo... Não quer ir a lado nenhum nos fins de semana e bem mais lindo, por causa do trabalho não sabe se vai ter férias, ou quando as pode tirar, por isso, o melhor mesmo, é eu tirar as minhas... ........sse Será que sou eu que sou exigente demais?!!!!!
Segunda-feira, Maio 30, 2005
Estou cansada, cada vez mais cansada da minha vida. Agora estou com uma tendinite, estou feita com isto tudo! As coisas no trabalho não andam a correr nada bem e estou cada vez mais farta e farta daquilo. Só tenho vontade de chorar. Sei que sou uma má companhia. Perdoem-me.
Sábado, Maio 28, 2005
É verdade, já há muito que não escrevo, pois é, a vida tem estado complicada, o trabalho, os problemas já declarados "normais" para o meu estado, confesso que não tenho tido cabeça para escrever seja o que for.
Estou bem? Não posso dizer que esteja, aliás acho que nunca estarei, acho sempre que me falta qualquer coisa, que qualquer coisa corre mal, que há sempre um problema qualquer com a minha vida, mas não sei bem o quê! sinto-me incompreendida, quem está a meu lado, não aceita sequer que eu poss estar doente, acho que pensam que é "ronha", uma desculpa, uma "manha". Conto comigo, comigo e só comigo.
Beijinho para todas que se preocupam comigo e me deixam umas palavrinhas de ânimo. Obrigado
Sábado, Abril 02, 2005
Tenho medo de ser feliz?! Quem sabe... Talvez tenha medo por tal sentimento me ser um tanto ou quanto desconhecido. E todos sabemos o quanto o desconhecido assusta...
Não quero ser feliz por medo de estar a trair alguém? Quem sabe aqueles que não foram felizes e um bocado como solidariedade, também eu deixei de ser feliz. Se eles não eram, quem era eu para ter o direito a ser feliz?! Para não trair os outros, venho-me a trair a mim própria à medida que o tempo avança e não quero chegar à altura em que será tarde demais...
Apatia- insensibilidade; indiferença; inércia; acho que me sinto um bocado assim, indiferente ao que se passa à minha volta, parece que ando como que anestesiada, penso que as coisas me passam ao lado. Notei muito isso nos estudos, ao início quando estava ainda numa fase bastante “crónica” da doença, tudo me era indiferente, não conseguia prestar atenção nas aulas, não me conseguia concentrar, acho que por momentos, desisti… e quando quis voltar a lutar por um “lugar ao sol” já era tarde demais, as aulas já estavam a acabar, os resultados não eram nada animadores, deixei de ter as boas notas a que estava habituada e aí voltei a perder o “norte”. Na altura em que estava decidida a voltar a lutar, já era tarde demais… acho que posso dizer que por momentos senti uma certa aversão aos estudos, pois também os culpo um bocado pelo meu estado, e decidi ocupar-me com outras coisas, tentando deixar as coisas de lado e mentalizando-me que tinha tempo para fazer as coisas aos poucos, o que era preciso era que a minha saúde estabilizasse.
“O mundo à nossa volta é, na realidade, uma arena. Uma arena onde se combate de todas as formas possíveis para se conseguir vencer os outros. É um mundo feito de aguilhões, garras, presas, dentes, acúleos, esporões, mandíbulas, couraças, ardis e armadilhas.
Um mundo onde não é possível distrairmo-nos, nem que seja por um instante, ou baixar a guarda”. (Susanna Tamaro, Cada Palavra é uma Semente)
Um mundo onde não é possível distrairmo-nos, nem que seja por um instante, ou baixar a guarda”. (Susanna Tamaro, Cada Palavra é uma Semente)
Sexta-feira, Abril 01, 2005
Há alturas em que me passo completamente da caixa dos pirolitos... "discuti" com o meu pai por uma porcaria de nada sem significado, mas ele como tem na mania que ele é que é esperto e que ele é que sabe... mas eu é que não estou para isso, e para estar a aturar as suas parvoíces. Há alturas em que me apetece mesmo sair de casa e não voltar mais. É nestas alturas em que todo o ódio e toda a raiva que sinto por ele vêm ao de cima. Só me apetecia dizer-lhe umas boas verdades, mas sei bem que não vale a pena. O melhor, é mesmo ignorar. Só me mete graça é que só se lembram de mim quando precisam de favores, que lhes faça isto ou aquilo. Por estas e por outras é que faço questão que pouco ou nada saibam da minha vida. Se nunca se importarm realmente comigo, também não lhes diz o mínimo respeito a minha vida, o que faço ou deixo de fazer dela. Acho que não fazem parte da minha vida. Simplesmente estão lá. Não sei se gostaria que fizessem. Por vezes penso como gostava de lhes perdoar, mas muitas vezes sinto que não merecem o perdão e que não lho quero dar. Simplesmente não merecem. Nem merecem que me aborreça por eles. Estou farta desta merda. Não sei quanto mais tempo vou conseguir aguentar. Só me fazem sofrer e chorar ao longo de todos estes anos. Mereço muito mais e muito melhor. Eu sei isso bem.
Só queria ter possibilidades económicas para me poder "desfazer" deles.
Só vejo o meu estado de saúde a agravar-se e o meu sistema nervoso a detriorar-se. Não sei...
Segunda-feira, Março 21, 2005
Há tanto que não escrevo... as palavras têm-se vindo a perder no rio da minha vida. Deve ser das tantas que gasto nas sessões de psicoterapia, e depois, falta-mas para partilhar. Acho que tenho andado sem paciência para pensar o que sinto, o que sou, para onde vou. Estou numa fase um bocado apática, em que simplesmente, estou. Mas será que estou mesmo? E quem está comigo?! Eu... só?! Gosto de pensar que não.
Acho que me estou a redescobrir aos poucos, como uma criança que está a aprender a dar os primeiros passos. Espero, desta vez, não dar muitos trambulhões.
Quarta-feira, Março 02, 2005
Porque me dizem que estou magra?! Será que não me vêem bem? Não percebo o que se passa!!!! Será que não vêem a minha grande "barriguita"?!
Sábado, Fevereiro 26, 2005
E se eu pudesse fechar os olhos... e quando os abrisse... tudo não passasse de um sonho?!?
Abria os olhos e via que a minha vida nestes últimos tempos tinha sido uma mentira... uma grande mentira... tudo ilusão e aí tudo estaria bem.
Sábado, Fevereiro 19, 2005
Penso muito sobre qual o sentido da vida, o que andamos cá a fazer, porque passamos pelo que passamos? Lutamos, sofremos, trabalhamos, para no fim, morrermos. Qual será a nossa missão? Penso muito em qual será a minha missão nesta vida terrena.
Não posso dizer que sou religiosos e que acredito em Deus, mas acredito numa força superior, agora em que é que ela se materializa, não sei bem. Também não sei se tudo acabará com a morte. Parece-me injusto que assim seja. Tal como hoje o padre dizia” a vida é apenas uma breve passagem…”
Não posso dizer que sou religiosos e que acredito em Deus, mas acredito numa força superior, agora em que é que ela se materializa, não sei bem. Também não sei se tudo acabará com a morte. Parece-me injusto que assim seja. Tal como hoje o padre dizia” a vida é apenas uma breve passagem…”
Há alturas em que me sinto mesmo uma doida, fora de mim. Ralho e grito e chateio-me e não tenho paciência para as pessoas e volto a gritar, a ralhar. E depois penso, porque trato assim as pessoas?! E enfureço-me. Ás vezes chego a sentir ódio. Ódio do mundo, ódio de mim, ódio da vida por me estar a fazer sofrer assim.
Nunca tiveste a sensação de que tudo parece a causa para a tua depressão? A uma dada altura, parece que tudo e todos são culpados. Olhas para trás e parece que todo o mundo te persegue. Mas será que estarás a ver realmente as coisas bem? Ou será que é a depressão a falar por ti? Será que a depressão nos permite ficar realmente conscientes? Ou será que começam a surgir coisas, pensamentos na tua cabeça, que te persegue, quer estejas a dormir quer estejas acordada… ás vezes penso, será que uma pessoa com depressão é realmente essa pessoa? Será que não é outra pessoa que pensa e age por ela? Será que nós somos mesmo nós quando estamos assim tão doentes, embora os outros não consigam ver a gravidade do nosso estado precário de saúde? Não tens medo de enlouquecer? Eu opor vezes, tenho um medo terrível, quase inconsciente de que isso aconteça. E se acontece? E se um dia acordo e já não sou eu? Porque não consigo deixar de pensar e pensar e pensar e deixar o meu cérebro descansar um, bocado. Porque será que não em consigo abstrair dos meus pensamentos e ser um bocadinho livre?
A uma dada altura parece que tudo está mal, que todos nos querem destruir, que não acreditam que realmente estás doente. Olham-te como se fosses uma mentirosa, que usa a depressão para se esconder, para tudo o que faz e não faz… só não te pões boa porque não queres. Se tu quisesses, tivesses força de vontade… ás vezes pergunto-me se sou eu a louca, ou se são eles? Será que não conseguem ver o que está para além dos seus olhos?!
A uma dada altura parece que tudo está mal, que todos nos querem destruir, que não acreditam que realmente estás doente. Olham-te como se fosses uma mentirosa, que usa a depressão para se esconder, para tudo o que faz e não faz… só não te pões boa porque não queres. Se tu quisesses, tivesses força de vontade… ás vezes pergunto-me se sou eu a louca, ou se são eles? Será que não conseguem ver o que está para além dos seus olhos?!
Acho que cresci a sentir que não era importante. Se eu fosse, alguém me teria dito. Mas não. Se eu fosse importante, eles não se comportariam assim. Pelo menos por mim. Nunca ninguém durante o meu crescimento me disse que eu era importante, que eu era uma boa menina, que se esforçava e era boa aluna, tinha boas notas. Era uma boa menina. Mas não, nunca me disseram. Mas quando alguma coisa era mal feita por mim, aí sim, reparavam em mim e sabiam dizer o quede mal eu tinha feito. Mas o bem… o bem nunca ninguém viu. Será que hoje em dia vêem?
Nunca me disseram que eu valia a pena. Que tudo aquilo era apenas um sonho mau e que em breve acordaria. Nunca me disseram. Mas também nunca acordei. Secalhar nunca me disseram porque não era verdade.
Acho que ainda continuo adormecida.
Nunca me disseram que eu valia a pena. Que tudo aquilo era apenas um sonho mau e que em breve acordaria. Nunca me disseram. Mas também nunca acordei. Secalhar nunca me disseram porque não era verdade.
Acho que ainda continuo adormecida.
Sexta-feira, Fevereiro 18, 2005
Acho que esta medicação já está a fazer algum efeito. Pelo menos, as tonturas já têm diminuido e bastante. Não sei se era a outra medicação que me fazia isso, ou seria de não estar medicada convenientemente e do organismo se estara a ressentir. Já há mais de uma semana que não tenho psicóloga. Tenho que marcar. E já ando ao tempo para começar o Yoga e nunca mais consigo ir à primeira aula! Arghh!!!!
Ontem fui ao Oceanário. aquilo é super giro. Diverti-me muito a lá ir e fiquei um bocado fascinada com todos aqueles animaizinhos!
De resto, acho que ando mais ou menos equilibrada, a única coisa que noto é que volta na volta, fico mal disposta e por vezes, parece que fico parada no tempo.
Ás vezes pergunto-me e se eu enlouquecer?! Como é que será que será a minha saúde mental daqui a alguns anos? ainda mais caótica do que agora?! Como será que me vou aguentar? Ás vezes penso que nem sei como aguento tudo isto que se tem passado comigo até agora. Acho que muitas pessoas que conheço não aguentariam. Pergunto-me onde vou buscar forças. Onde vou buscar coragem. Onde vou buscar alento para me levantar mais um dia, sair da cama e voltar a sorrir para o mundo. Ás vezes quando estou a sorrir, já dei por mim a pensar: será que é do efeito da medicação que estou assim? Que estou a sorrir?! É estúpido, não é? Mas penso nisso algumas vezes. Se aquela sou realmente eu ou se é um qualquer fruto da medicação.
Um bom fim de semana para todos e fico a aguardar mais a vossa participação.
Um beijinho para "as meninas" que sabem quem são...!
Domingo, Fevereiro 13, 2005
Esta semana tem sido de loucos... voltei a andar de médico em hospital, de hospital em médio... As tonturas não me largam e já me andam a deixar um bocado preocupada. À médica também preocuparam um bocado e fui uns exames, mas a nível físico, não se vê nada de muito alarmante.
Ela considera que as minhas tonturas se devem especialmente a um esgotamento nervoso e considera que a minha psiquiatra não me estava a dar a medicaçaõ adequada, pois não tinha qualquer tipo de suporte químico para o dia, mas sim só para a noite. Também poderiam ser os outros medicamentos que fizessem tonturas. Já na última consulta com a psiquiatra me tinha queixado disso e de me sentir super cansada, em baixo, sem força para fazer nada. Sentia mesmo que tinha tocado no fundo a nível físico, sentia-me completamente esgotada e ainda sinto... Mas ela não deu a mínima importância. Depois de vários dias a sentir-me mal, lá tive que me resolver ir ao médico, mas não pode ser a esta porque ela está de licença de parto.
Só eu é que tenho estas sortes! Será que os médicos ainda são mais malucos que eu?!
Estava a tomar o Remeron e Ansiten 0,5 e agora passei de novo para o Zoloft, Unilan 0,25 e Socian.
Será que é melhor, é pior?! Não sei, só que acho que qualquer dia dou em maluca com isto tudo, estou a perder as forças. Toda esta situação me tira muita, mas muita qualidade de vida e custa muito...
Quarta-feira, Fevereiro 09, 2005
Sinto-me um bocado como um boneco que tenho que agradar... agradar... agradar... Mas mais que uma barbie eu vejo uma boneca de porcelana, que racha... racha a cada dia que passa. Não me perguntem como nem porquê, não vos sei responder. Só sei que a agonia é tão forte e tão grande, que só me apetece dissolver na atmosfera. Virar pó. E peço desculpa. Desculpa a todos os que vou magoando neste caminho. Peço desculpa a mim mesma por me estar a magoar tanto. Peço desculpa por já não me reconhecer cada vez que me olho ao espelho. Queria deixar de ser eu. Ou melhor, queria deixar de ser esta que não conheço. Queria deixar de chorar por não compreender o que se passa comigo. Queria deixar de desconfiar de tudo e de todos, deixar de pensar que me vão magoar. Mas ao menos a dor assim seria real. Saberia de que choro. E se eu fugisse?! Daqui, dali, de todo o lado. E se eu partisse? Daqui, dali, de todo o lado?! Assim, deixaria de ser tão má.
Domingo, Janeiro 30, 2005
Sabes, fiquei magoada. Não posso dizer que chateada, mas magoada. Pensei que me conhecesses o suficiente para saberes que não me deixo influenciar pelas outras pessoas. E além de mais, pensei que fosse importante para ti que eu tivesse amigas... Secalhar não me conheces tão bem quanto eu pensava, ou sou eu que não te conheço como pensava?!
Sábado, Janeiro 29, 2005
GrAnDe CaRrAsPaNa!!!!
Que grande constipação que eu tenho! Não sei de onde beio, mas ontem quando dei por mim, zás! Já estava de molho. Mas mesmo assim, hoje fui trabalhar. Assim é que se vêem os valentes!!! Mas em contra partida, agora estou aqui toda rota!!!
Mais um fim-de-semana que vai passar num ápice! Ando cansada, mesmo cansada. Nesta segunda-feira passada tive um funeral do marido da minha patroa. Por muito que estejamos à espera, nunca estamos preparados. A vida é assim, injusta. ou será que não?!
Beijinho para todos e em especial para as "meninas" que me deixam os seus comentários tão calorosos. Obrigado a todos.
Bom fim-de-semana, divirtam-se!!
Terça-feira, Janeiro 25, 2005
O que acha que esta rapariga precisa?
Precisa primeiro que tudo decidir se quer realmente recuperar a antiga vida. E será que era assim tão boa? A saltar de relação em relação, a não criar laços fortes com quem quer que fosse, a mostrar-se muito superficial, a viver a vida no limite, no instante? Porque será então que anseia liberdade se ao mesmo tempo anseia compromisso, estabilidade, um coração amigo nas horas que mais precisa. Se anseia estabilidade, porque chora com tanta saudade o passado? Acho que sobretudo ela se sente muito confusa e cheia de vontade de encontrar um culpado para o estado de sofrimento em que está. Mas será que há realmente culpados? Será que há alguém a castigar? Será que o namorado merece tanta frieza da sua parte? Será que ele não faz o que pode para a ajudar? Se ela sempre gostou do seu feitio e se sempre o considerou um bom companheiro, porque lhe atribuiu agora tanta mágoa, tanta culpa, tanta dor?
Acho que precisa de paz de espírito para reflectir. Reflectir sobre a sua vida. Pensar em nada se necessário. Tentar não pensar. Tentar não se massacrar tentando encontrar um culpado. Será que há culpados?
E será que pode recuperar a antiga vida? Se era assim tão feliz, porque arriscou numa relação séria e não a viveu apenas como um breve romance. Porque investiu tanto de si nele? Por momentos, penso que não é possível recuperar a antiga vida. Há coisas na vida que têm um timing, há alturas certas para tomarmos decisões. Mas como sabemos se tomámos a decisão certa? Quando seguimos o nosso coração. A vida não volta para trás. Nem o tempo. Vamos adquirindo novas experiências, novas vivências. Vamo-nos transformando. Para melhor? Para pior? Não interessa. Interessa que crescemos e amadurecemos, aprendemos com os nossos erros e seguimos a nossa vida em frente.
Penso que ela está num mundo um tanto ou quanto onírico, de sonho, em que pensa que se tudo voltasse atrás, tudo ficaria bem, quase como se pudesse esquecer o que estava a passar nestes últimos tempos. Como se entrasse numa máquina do tempo, como se o tempo parasse na altura em que era feliz e aí continuaria a sua vida. Mas será que iria ser feliz para sempre?
Quanto ao namoro é preciso reflectir se gosta realmente do namorado. Eu acho que ela gosta, mas está confusa, com medo de não voltar a ser feliz como já fora outrora. Acho que ela gosta, mas tenta a todo o custo atribuir-lhe culpas. Mas será que ele tem essa culpa? Será que alguém tem culpas? Porque não seguir a vida para a frente, tentando aproveitar cada dia como se fosse o último, saborear cada momento e tentar transformar os momentos maus em momentos menos bons.
Acho que precisa deixar-se envolver pelos outros sem o receio de ser magoada. Precisa-se entrega sem medos, sem desconfianças, sem receios, sem magoar os que se preocupam com ela. Precisa deixar de se massacrar com o futuro, com o amanhã, e saborear o presente, o hoje, o agora.
Precisa primeiro que tudo decidir se quer realmente recuperar a antiga vida. E será que era assim tão boa? A saltar de relação em relação, a não criar laços fortes com quem quer que fosse, a mostrar-se muito superficial, a viver a vida no limite, no instante? Porque será então que anseia liberdade se ao mesmo tempo anseia compromisso, estabilidade, um coração amigo nas horas que mais precisa. Se anseia estabilidade, porque chora com tanta saudade o passado? Acho que sobretudo ela se sente muito confusa e cheia de vontade de encontrar um culpado para o estado de sofrimento em que está. Mas será que há realmente culpados? Será que há alguém a castigar? Será que o namorado merece tanta frieza da sua parte? Será que ele não faz o que pode para a ajudar? Se ela sempre gostou do seu feitio e se sempre o considerou um bom companheiro, porque lhe atribuiu agora tanta mágoa, tanta culpa, tanta dor?
Acho que precisa de paz de espírito para reflectir. Reflectir sobre a sua vida. Pensar em nada se necessário. Tentar não pensar. Tentar não se massacrar tentando encontrar um culpado. Será que há culpados?
E será que pode recuperar a antiga vida? Se era assim tão feliz, porque arriscou numa relação séria e não a viveu apenas como um breve romance. Porque investiu tanto de si nele? Por momentos, penso que não é possível recuperar a antiga vida. Há coisas na vida que têm um timing, há alturas certas para tomarmos decisões. Mas como sabemos se tomámos a decisão certa? Quando seguimos o nosso coração. A vida não volta para trás. Nem o tempo. Vamos adquirindo novas experiências, novas vivências. Vamo-nos transformando. Para melhor? Para pior? Não interessa. Interessa que crescemos e amadurecemos, aprendemos com os nossos erros e seguimos a nossa vida em frente.
Penso que ela está num mundo um tanto ou quanto onírico, de sonho, em que pensa que se tudo voltasse atrás, tudo ficaria bem, quase como se pudesse esquecer o que estava a passar nestes últimos tempos. Como se entrasse numa máquina do tempo, como se o tempo parasse na altura em que era feliz e aí continuaria a sua vida. Mas será que iria ser feliz para sempre?
Quanto ao namoro é preciso reflectir se gosta realmente do namorado. Eu acho que ela gosta, mas está confusa, com medo de não voltar a ser feliz como já fora outrora. Acho que ela gosta, mas tenta a todo o custo atribuir-lhe culpas. Mas será que ele tem essa culpa? Será que alguém tem culpas? Porque não seguir a vida para a frente, tentando aproveitar cada dia como se fosse o último, saborear cada momento e tentar transformar os momentos maus em momentos menos bons.
Acho que precisa deixar-se envolver pelos outros sem o receio de ser magoada. Precisa-se entrega sem medos, sem desconfianças, sem receios, sem magoar os que se preocupam com ela. Precisa deixar de se massacrar com o futuro, com o amanhã, e saborear o presente, o hoje, o agora.
Sábado, Janeiro 22, 2005
Passagem de espectador da minha vida para personagem?!
Eu (director da peça) acho que está na altura de sair da plateia e dar um salto para o palco, passar a ser personagem activa e deixar de ser um mero observador da minha vida. Afinal, estamos a falar da minha vida!!!!
O mais difícil? Dar o passo gigantesco para o palco. Ou será que o mais difícil era decidir ir para o palco?
É isso que quero? Sim. Preciso de ajuda? Claro! Maior medo? Aceitar o risco e falhar. Medo de magoar os outros e de me magoar a mim.
Já fui actriz principal? Sim. O que recordo desse tempo? Era feliz, despreocupada, tinha amigos com quem me divertia. Tive os meus romances malucos, que me deixaram boas memórias. Era livre. Contudo, sempre tive consciência do que fiz, nunca magoei ninguém e orgulhava-me de mim. Acho até que os outros se orgulhavam de me ter como amiga. Fui muitas vezes a “palhaça” de serviço, mas isso, divertia-me e divertia os outros. No que tocava a paródia, eu estava lá. Nessa altura sim, era bastante carismática, nunca me preocupei com o que pensavam de mim. Era livre. Magoaram-me. Fechei-me na minha concha. Comecei a duvidar de mim, das minhas capacidade. Se eu era assim tão boa, tão boa pessoa, como era possível magoarem-me? Devia haver qualquer coisa errada comigo. Mas porque não pensei simplesmente que o mal poderia ser dos outros?! Não sei bem. Acho que esse foi o meu maior erro. Pensei que ao passar despercebida não me poderiam magoar. Apaguei-me. Passei do palco para a plateia. Erro crucial. Era reconfortante. Era sim. Limitava-me a observar. Erro crucial: comecei-me a apagar-me em grande, passei a sombra de mim. Resultado: pressão, frustração, desespero, raiva. Pergunto: será tarde demais? Não quero acabar frustrada, a pensar no que perdi. Não quero levar uma mão cheia de nada desta vida. Acho que mais vale levar uma mão cheia de pó, do que uma mão cheia de nada.
Mas e agora? O que fazer? Que atitudes tomar? Acho que preciso de uma orientação.
No outro dia voltei a “discutir” (falar sozinha, como eu costumo dizer em tom de graça) com o M. Na altura em que andava meio apagada, ele entrou na minha vida, deixei-o entrar para ver no que dava. E no que deu? Não sei bem.
Disse-lhe que por vezes me sinto apenas uma amiga colorida dele. Em que ele tem companhia para o café, companhia para o almoço, companhia para o sexo, mas e depois a vida conjunta, onde é que ela está?! Secalhar sou eu que quero mais do que ele me pode dar. Mas e será que me tenho que contentar com o que ele me pode dar?
Diz que não temos estabilidade e que não dá para pensar em nada. Até me disse que queria um porsche, mas se não o pode ter porquê sonhar, pensar nele?! Em parte concordo, mas acho que não faz mal nenhum pensar em planos, eu gostaria… quem sabe daqui a uns tempos se nós… o que queremos da nossa vida daqui para a frente… será que sou eu que estou errada? Quase cinco anos, acho que não é o mesmo que namorar há cinco meses… Será que sou eu que estou errada?
Eu sei que quero passar para o palco, mas como posso conseguir isso? Quais os passos que tenho que tomar? E se cair?
Eu (director da peça) acho que está na altura de sair da plateia e dar um salto para o palco, passar a ser personagem activa e deixar de ser um mero observador da minha vida. Afinal, estamos a falar da minha vida!!!!
O mais difícil? Dar o passo gigantesco para o palco. Ou será que o mais difícil era decidir ir para o palco?
É isso que quero? Sim. Preciso de ajuda? Claro! Maior medo? Aceitar o risco e falhar. Medo de magoar os outros e de me magoar a mim.
Já fui actriz principal? Sim. O que recordo desse tempo? Era feliz, despreocupada, tinha amigos com quem me divertia. Tive os meus romances malucos, que me deixaram boas memórias. Era livre. Contudo, sempre tive consciência do que fiz, nunca magoei ninguém e orgulhava-me de mim. Acho até que os outros se orgulhavam de me ter como amiga. Fui muitas vezes a “palhaça” de serviço, mas isso, divertia-me e divertia os outros. No que tocava a paródia, eu estava lá. Nessa altura sim, era bastante carismática, nunca me preocupei com o que pensavam de mim. Era livre. Magoaram-me. Fechei-me na minha concha. Comecei a duvidar de mim, das minhas capacidade. Se eu era assim tão boa, tão boa pessoa, como era possível magoarem-me? Devia haver qualquer coisa errada comigo. Mas porque não pensei simplesmente que o mal poderia ser dos outros?! Não sei bem. Acho que esse foi o meu maior erro. Pensei que ao passar despercebida não me poderiam magoar. Apaguei-me. Passei do palco para a plateia. Erro crucial. Era reconfortante. Era sim. Limitava-me a observar. Erro crucial: comecei-me a apagar-me em grande, passei a sombra de mim. Resultado: pressão, frustração, desespero, raiva. Pergunto: será tarde demais? Não quero acabar frustrada, a pensar no que perdi. Não quero levar uma mão cheia de nada desta vida. Acho que mais vale levar uma mão cheia de pó, do que uma mão cheia de nada.
Mas e agora? O que fazer? Que atitudes tomar? Acho que preciso de uma orientação.
No outro dia voltei a “discutir” (falar sozinha, como eu costumo dizer em tom de graça) com o M. Na altura em que andava meio apagada, ele entrou na minha vida, deixei-o entrar para ver no que dava. E no que deu? Não sei bem.
Disse-lhe que por vezes me sinto apenas uma amiga colorida dele. Em que ele tem companhia para o café, companhia para o almoço, companhia para o sexo, mas e depois a vida conjunta, onde é que ela está?! Secalhar sou eu que quero mais do que ele me pode dar. Mas e será que me tenho que contentar com o que ele me pode dar?
Diz que não temos estabilidade e que não dá para pensar em nada. Até me disse que queria um porsche, mas se não o pode ter porquê sonhar, pensar nele?! Em parte concordo, mas acho que não faz mal nenhum pensar em planos, eu gostaria… quem sabe daqui a uns tempos se nós… o que queremos da nossa vida daqui para a frente… será que sou eu que estou errada? Quase cinco anos, acho que não é o mesmo que namorar há cinco meses… Será que sou eu que estou errada?
Eu sei que quero passar para o palco, mas como posso conseguir isso? Quais os passos que tenho que tomar? E se cair?
Sexta-feira, Janeiro 14, 2005
FuNdO...
Porque será que ao estarmos rodeados de pessoas é possível sentirmo-nos sozinhos?! Porque será que quando precisamos de uma palavra de conforto, ao nosso lado parece que nem querem ver o estado em que estamos? Será que é culpa nossa? Será que exigimos demasiado dos outros? Será que não devíamos exigir mais de nós próprios? Será que não merecemos um bocadinho de paz que seja? Será que somos tão maus que pensem que já não vale a pena? Que nós já não valemos a pena?
Eu, começo-me a sentir cansada, extremamente cansada e triste, muito triste, por olhar em meu redor e ver que as pessoas mais importantes não parecem preocupar-se assim tanto como eu quero acreditar que se preocupam. Será que vale a pena tanto esforço, tanto sofrimento? Começo a sentir que a depressão jamais me abandonará e que apenas terei dias menos maus. Será que vale a pena uma vida assim? Começo a ter sérias dúvidas. Acho que os momentos bons começam a não compensar tanto sofrimento.
Hoje sinto que voltei a tocar bem lá no fundo, sinto-me sem forças, como se de um animal invertebrado me tratasse e me fosse simplesmente arrastando pelo curso da vida. Será que vale a pena o esforço?!
Amanhã é outro dia e a esperança é de que seja melhor do que este. Eu bem sei que todos temos os nossos problemas e que cada um tem a sua vida, as suas metas e obrigações a cumprir, mas não é nos piores momentos que precisamos que nos dêem mais atenção? Eu, olho em volta e apenas vejo a minha sombra no silêncio de um espelho.
Terça-feira, Janeiro 04, 2005
WhAt A fEeLiNg
First when there's nothing
But a slow glowing dream
That your fear seems to hide
deep inside your mind
All alone I have cried
Silent tears full of pride
In a world made of steel
Made of stone
Well, I hear the music
Close my eyes
Feel the rhythm
Wrap around
Take a hold of my heart
What a feeling
Bein's believin'
I can have it all
Now I'm dancing for my life
Take your passion
And make it happen
Pictures come alive
You can dance right through your life
Now I hear the music
Close my eyes
I am rhythm
In a flash
It takes hold of my heart
What a feeling
Bein's believin'
I can have it all
Now I'm dancing for my life
Take your passion
And make it happen
Pictures come alive
Now I'm dancing through my life
What a feeling
What a feeling
(I am music now)
Bein's believin'
(I am rhythm now)
Pictures come alive
You can dance right through your life
What a feeling
(You can really have it all)
What a feeling
(Pictures come alive when I call)
I can have it all
(I can really have it all)
Have it all
(Pictures come alive when I call)
(Call, call, call, call)
(What a feeling)
I can have it all
(Bein's Believin')
Bein's believin'
(Take your passion)
(Make it happen)
Make it happen
(What a feeling)
What a feeling
(Bein's believin')
Irene Cara
First when there's nothing
But a slow glowing dream
That your fear seems to hide
deep inside your mind
All alone I have cried
Silent tears full of pride
In a world made of steel
Made of stone
Well, I hear the music
Close my eyes
Feel the rhythm
Wrap around
Take a hold of my heart
What a feeling
Bein's believin'
I can have it all
Now I'm dancing for my life
Take your passion
And make it happen
Pictures come alive
You can dance right through your life
Now I hear the music
Close my eyes
I am rhythm
In a flash
It takes hold of my heart
What a feeling
Bein's believin'
I can have it all
Now I'm dancing for my life
Take your passion
And make it happen
Pictures come alive
Now I'm dancing through my life
What a feeling
What a feeling
(I am music now)
Bein's believin'
(I am rhythm now)
Pictures come alive
You can dance right through your life
What a feeling
(You can really have it all)
What a feeling
(Pictures come alive when I call)
I can have it all
(I can really have it all)
Have it all
(Pictures come alive when I call)
(Call, call, call, call)
(What a feeling)
I can have it all
(Bein's Believin')
Bein's believin'
(Take your passion)
(Make it happen)
Make it happen
(What a feeling)
What a feeling
(Bein's believin')
Irene Cara
Quinta-feira, Dezembro 30, 2004
2005
Que o novo ano seja bem melhor que este passou e que todos os nossos sonhos se concretizem, nem que para isso seja preciso darmos um pequeno empurrãozinho nessa coisa chamada destino.
Eu... vou-me tentando descobrir aos poucos e que 2005 venha cheio de coisas boas
Quarta-feira, Dezembro 29, 2004
Ás VeZes...
Ás vezes, sem qualquer razão aparente, lembro-me de ti durante o dia. Alguma razão em especial?! Ainda não sei bem...
Por vezes, também penso... e se nós... achas bem pensar nisto? Secalhar não! Eu também não sei bem, mas... só sei que penso.
E tu? Será que também pensas em mim? Será que pensas... e se nós? Não, secalhar não está certo pensarmos nisso, não achas?!
E se...? Achas? Não sei e tu? Eu também não sei se é certo, mas sei que por vezes isso me ocorre... O que será que acontecia? Resultaria? Não resultaria? Será... uma ilusão? Será...? Será Qualquer coisa? E será que a sentimos mesmo ou apenas deixamos a imaginação voar? E será que queremos mesmo, ou é mesmo só um sonho, um "-E se..."
Mas pensa bem... E se fosse?!.... Gostavas que fosse? Eu não sei bem, mas acho que gostaria de saber.... Ajudas-me a descobrir?
Sábado, Dezembro 25, 2004
AgOrA...
Não consigo estar sossegada, ando muito agitada. Tardo em querer ir dormir e atraso ao máximo a ida para a cama. Começo a ter a mania das limpezas, da arrumação, de ver se está tudo certo, de verificar e voltar a verificar as coisas...
So what?!
NaTaL...
Agita-se a solidão cá no fundo; Uma época melancólica, pelo menos para mim (desde à dois anos para cá) e este ano noto bem este sentimento em mim. Não sei porquê hoje só tive vontade de chorar o dia inteiro.
É qualquer coisa cá do fundo que ainda não consegui desvendar. Quando me desejavam as boas festas só a muito custo, por vezes me consegui conter. Não sei se por achar que não mereço coisas boas, se por ver que as pessoas até são simpáticas e há muitas que se preocupam e que se nota que as palavras vêm do fundo.
As lágrimas correm em fio, sinto o seu gosto a mar e simplesmente não as consigo controlar. Preocupa-me um bocado achar que por vezes não tenho controlo nas minhas emoções e sentimentos.
Ainda hoje me disseram que desde à uma semana para cá ando muito ríspida, muito bruta e seca. Não me apercebo e por vezes não consigo controlar a raiva (de quê?) que se solta friamente, como quem chama por mim e me seduz.
Às vezes penso que esta não sou eu. Mas depois interrogo-me "-Quem sou eu, afinal?". E a resposta tarda em chegar...
Ainda tenho o sonho ingénuo de que um dia possa ser natal todos os dias...
Quinta-feira, Dezembro 23, 2004
MuLhErEs QuE aMaM dEmAiS
"Quando amar é sinónimo de sofrer, estamos a amar demais."
"Quando desculpamos o seu mau humor, mau feitio, indiferença ou desconsiderações como problemas decorrentes de uma infância infeliz (...) estamos a amar demais".
"Quando o nosso relacionamento prejudica o nosso bem-estar emocional e talvez mesmo a nossa segurança e saúde física, estamos indiscutivelmente a amar demais".
(Robin Norwood, in, Mulheres Que Amam Demais)
As páginas deste livros ainda agora começaram a ser absorvidas, mas penso que dá muito que pensar e possivelmente de futuro divagar um pouco sobre este assunto que é tão mais comum do que imaginamos. Quantas de nós já nos interrogámos se estamos a amar demais, se não estamos dependentes dessa pessoa que apesar de pensarmos que nos está a fazer bem, só nos faz mergulhar no mias profundo dos abismos. mas será que queremos acabar com essa obsessão? Porque agimos assim? Será que temos a coragem de dizer basta e lutar por nós, pela nossa dignidade de olharmos ao espelho e vermos o reflexo de um sorriso e não uma simples sombra apagada, sumida, afastada do real, do que nós fomos, ou gostaríamos de ser. O mundo que nos espera lá fora aguarda calmante que soltemos as amarras, mas a sua paciência também é finita e se não aceleramos um pouco o passo o barco atravessa o rio e vai para a outra margem e nós ficamos a vê-lo ao fundo.
Já me disseram que por muito mal que esteja, uma coisa a que não tenho direito é de me destruir. Será que temos ou não esse direito? É quase como se falássemos de eutanásia. Temos a alma doente e queremos acabar com o seu sofrimento. Será que temos esse direito? Há tormentos da alma que nos desgastam tanto, que mais parece que já morremos. Temos o direito de renascer?Acho que temos esse dever e precisamos das pessoas certas a nosso lado, pois para nos deitarem abaixo, já cá estamos nós. Precisamos é de quem se debruce sobre nós, nos sorria e ofereça um bocado da sua alma, para colarmos os cacos do cristal que desalmadamente se perdeu pelos meandros do nosso ser.
Segunda-feira, Dezembro 20, 2004
ViDa...
A vida é feita de breves e bons momentos, coisas simples que fazem toda a diferença...
A minha psicoterapeuta diz que eu devia apostar na escrita de um livro, que tenho jeito para a escrita (não sei não...!) e que seria um bom projecto, um objectivo.
"Não é aos saltos que se sobe uma montanha, mas a passos lentos." (São Gregório Magno)
Domingo, Dezembro 19, 2004
O qUe Me FaZiA fEliz NeStE mOmEnTo?
Antes de mais acho que nos devemos interrogar: o que é a felicidade afinal?
Para uns pode ser tudo e para outros tão pouco… para uns, um bom carro, a conta do banco bem abonada, uma bela casa, um super emprego com um ordenado bem chorudo; Para outros, tão pouco… o nascer do sol, um pássaro a cantar, a melodia do vento por entre as árvores, a carícia da chuva no rosto, um aceno, um beijo, um sorriso. O seu cantinho, o silêncio, um bom livro, a lareira acesa com o lume a crepitar e a chuva a bater levemente nas vidraças, o vento a assobiar de mansinho na rua. Um amigo, uma boa gargalhada, um animal fiel e companheiro para nos receber ao chegar a casa. Um gesto, uma carícia, uma palavra.
Eu, sinto que me insiro nestes últimos, os que se contentam com pouco, mas com tanto…
Acho que gostava de ter um canto só meu, onde me pudesse refugiar, ler um bom livro, onde pudesse ter as minhas coisinhas.
Gostava de o partilhar com alguém? Gostava de passar pela experiência, afinal, é sempre bom ter alguém à nossa espera quando chegamos a casa, mas por outro lado, também queria um espaço só meu, que ninguém pudesse invadir, mas que, simplesmente, pudesse passar por lá e lá ficasse por momentos quando eu mais precisasse de companhia. Com o M? Talvez. Mas acho que ele não está para aí muito virado. Ele pertence ao primeiro caso de felicidade, mais ligado ao material. Por vezes, acho que somos tão diferentes. Diz que ainda é muito novo, que ainda nem sequer pensou nessa hipótese. Será possível que ao fim de cinco anos de namoro ainda não tenha pensado em tal coisa? Eu acho que não. Ele não pensa, não vê um futuro para nós. Para ele é simplesmente o agora. Não sei se para mim isso chega. Eu gosto de sonhar, de imaginar.
As nossas diferenças começam-me a incomodar. Não sei se será normal. Mas numa relação tinha sonhado muito mais para mim. Aquelas paixões de “cinema”, as palavras bonitas, os carinhos, as surpresas, os passeios, a sintonia, um olhar em frente, para o futuro. Falta-me aquele amor platónico, que tem aquelas pequenas grandes coisas que me fascinam.
Já li (algures) que há tendência na escolha de um parceiro que tenha traços do “agressor”, da figura paterna. É verdade que isto acontece frequentemente? Mas quais as semelhanças? Ele também é ausente, vive muito para si, sem muitas demonstrações de afecto.
Às vezes (e não são poucas as vezes) questiono-me se a nossa relação não estará a ultrapassar os limites do razoável, do saudável. Por incrível que possa parecer, quase não falamos. Por vezes as nossas conversas resumem-se a “- Diz qualquer coisa”, “- Não sei, diz tu”, “-Onde queres ir?”, “- Não sei, e tu?”, “- Também não sei”. E assim se passa o tempo, não dizemos nada e não vamos a sítio algum.
Os nossos momentos a sós, resumem-se a sexo. Fora isso, por vezes, até me sinto incomodada de estarmos sós. É normal? Eu acho que não.
E como perdi o desejo sexual, na maior parte das vezes, acho que o vejo mais como um amigo.
Uma das coisas que me faria feliz era ter alguém a meu lado mais comunicativo, mais romântico, mais divertido, mais parecido comigo, mas em versão masculina!
Conheço pelo menos uma pessoa que se “enquadra” neste “quadro”. Alguém por quem já tive uma grande paixão, mas na altura nada aconteceu, eu era novinha ainda (devia ter os meus 16 anos) e ele era mais velho que eu e as coisas nunca se proporcionaram e entretanto apareceu o M. Hoje em dia já pouco o vejo, mas o meu coração continua a disparar cada vez que os nosso olhares se tocam. E ainda por cima descobri que na altura ele também sentia o mesmo por mim. Ele agora está com 29 anos e tem uma namorada recente. Mas somos tão parecidos, com pensamentos profundos e ele fala de um modo tão puro e profundo como eu nunca conheci/reconheci em nenhum homem. Tal como eu ele procura um sentido para a vida, procura a felicidade, alguém que o compreenda e ame profundamente (talvez já tenha encontrado a tal pessoa, quem sabe?).
Penso muito nele. Não sei se será a curiosidade de saber o que teria acontecido se algum de nós tivesse tido a coragem de confessar a paixão que nutríamos um pelo outro.
Outra coisa que me fazia feliz era saber “o que ando cá a fazer”, qual o sentido da vida e qual a minha “missão”. Acho que isso me traria alguma paz de espírito. Ou talvez ainda me desinquietasse mais! Quem sabe?!
Falámos em religião, numa busca interior. Acho que preferia falar em filosofia. Uma filosofia de vida que me orientasse e conseguisse “apoiar” naqueles momentos menos bons. Fanatismos religiosos não me agradam particularmente, mas estou a pensar em pesquisar sobre o budismo, para ver se me consigo identificar com a sua filosofia. O yoga e a meditação sempre foram coisas que me suscitaram alguma curiosidade, quem sabe?
“O amor não consiste em olhar um para o outro, mas em olharmos juntos na mesma direcção”. (Antoine de Saint-Exupéry)
Outras das coisas que me fariam feliz seria, curiosamente escrever um livro. É um sonho que me iria fazer sentir realizada. Não tanto pela busca do “sucesso”, mas pelo prazer da partilha, de poder proporcionar prazer aos outros. Mas depois penso, um livro sobre o quê? E falta-me a imaginação!
Quinta-feira, Dezembro 16, 2004
Os passeios de pedras brancas
dum lado ao outro da rua,
anjos brancos e dourados,
bem ou mal acompanhados.
Subir ou descer:
a decisão que não o é.
Desconforto:
a palavra e a sensação.
Bem de perto ou de longe
Se avista o coração...
Um movimento sem melodia,
Um gesto sem som.
Procurando a palavra; Beleza?
Não, não é definitivamente isso.
Inocência? Não me parece.
Não me ocorre palavra exacta
Para te descrever com exactidão;
No fundo, não tem importância
porque as manhãs continuam azuis
e os dias infinitos.
dum lado ao outro da rua,
anjos brancos e dourados,
bem ou mal acompanhados.
Subir ou descer:
a decisão que não o é.
Desconforto:
a palavra e a sensação.
Bem de perto ou de longe
Se avista o coração...
Um movimento sem melodia,
Um gesto sem som.
Procurando a palavra; Beleza?
Não, não é definitivamente isso.
Inocência? Não me parece.
Não me ocorre palavra exacta
Para te descrever com exactidão;
No fundo, não tem importância
porque as manhãs continuam azuis
e os dias infinitos.
QuEm É a Su? O qUe GoStO e NãO gOsTo NeLa?
Acho que a Su, antes de mais, é um ser que pensa muito no sentido da vida. Qual o nosso papel cá em baixo, tanta dor tanto sofrimento, para depois, no final, caminharmos todos inevitavelmente para o abismo. Acho que era isto que lhe queria dizer em relação a pensar muito sobre a morte.
Desde há uns anos para cá tenho-me sentido muito irritada com tudo e com todos, acho que com o mundo e comigo mesma. Acho que já sofri demasiado e que mereço encontrar um bocado de paz. Pergunto-me se terei feito alguma coisa para merecer tamanho sofrimento.
Acho que sou uma pessoa muito profunda, que pensa muito e considero que este aspecto da minha personalidade por vezes é bom, mas por outro lado, também se afigura muito mau.
Faz-me bem pensar muito, porque assim acho que consigo avaliar melhor as coisas, mas por outro lado, por vezes penso tanto que começo a imaginar “filmes” na minha cabeça, começo a criar problemas que na realidade acabam por não existir. Sabe, acho que estou muito confusa em relação a mim própria. Talvez por penar muito e pelo meu grande gosto pela leitura me tenha tornado um pouco solitária.
Embora tenha facilidade em fazer amigos, prefiro fechar-me na minha concha. Sempre tive uma certa tendência em me isolar, talvez por guardar um segredo tão grande.
A minha vida familiar sempre foi muito conturbada, com muitas cenas de violência. Acho que desde que me lembro de ser gente, que me lembro destas cenas um bocado tristes.
Nunca o contei a ninguém sem ser ao M, a si e à S (por alto). Acho que por vergonha. Sempre tive medo que as pessoas descobrissem esta faceta da minha vida. Sempre me ensinaram a escondê-la. Não era bonito os outros saberem. Não sei se o fazia por mim se pelos outros. Afinal todos pareciam ter uma vida tão normal… o assunto também era tabu há alguns anos, não era bonito que estas situações se soubessem.
Tornei-me uma pessoa muito nervosa e muito “chorosa” e acabei por perder a confiança em mim.
Pensei ter ultrapassado todos estes problemas do passado, mas há uns anos para cá, parece que o mundo desmoronou. Talvez por ter descoberto facetas da minha personalidade menos agradáveis, tais como a irritação, a intolerância…
Sempre tentei “impor” uma certa medida de perfeição na minha pessoa. Na tentativa de ser perfeita, ou por falta de confiança em mim, a certa altura comecei a culpar o meu corpo por muitos dos problemas que me aconteciam. Comecei a fazer dieta desde há uns anos para cá. Estava no início do meu namoro e queria que o M “gostasse” de mim e não me abandonasse como tantos outros namorados o fizerem. Sabia que ele não ligava ao exterior, mas sim ao interior, mas mesmo assim, iniciei a minha dieta. Deixei de gostar de me ver ao espelho, deixei de gostar de ver o que via. Acho que cada vez mais a tristeza se apoderava de mim. Não gostava de pensar nestas coisas, mas era inevitável. Acho que o meu inconsciente se apoderava lentamente de mim. Cada quilo emagrecido era uma alegria, o ultrapassar de uma meta, um saltar mais um obstáculo.
Tornei-me uma pessoa muito nervosa e muito “chorosa” e acabei por perder a confiança em mim.
Pensei ter ultrapassado todos estes problemas do passado, mas há uns anos para cá, parece que o mundo desmoronou. Talvez por ter descoberto facetas da minha personalidade menos agradáveis, tais como a irritação, a intolerância…
Sempre tentei “impor” uma certa medida de perfeição na minha pessoa. Na tentativa de ser perfeita, ou por falta de confiança em mim, a certa altura comecei a culpar o meu corpo por muitos dos problemas que me aconteciam. Comecei a fazer dieta desde há uns anos para cá. Estava no início do meu namoro e queria que o M “gostasse” de mim e não me abandonasse como tantos outros namorados o fizerem. Sabia que ele não ligava ao exterior, mas sim ao interior, mas mesmo assim, iniciei a minha dieta. Deixei de gostar de me ver ao espelho, deixei de gostar de ver o que via. Acho que cada vez mais a tristeza se apoderava de mim. Não gostava de pensar nestas coisas, mas era inevitável. Acho que o meu inconsciente se apoderava lentamente de mim. Cada quilo emagrecido era uma alegria, o ultrapassar de uma meta, um saltar mais um obstáculo.
Não gosto de ter falhado. Não gosto de não gostar de mim e de não me aceitar.
Tenho andado muito cansada, sem vontade para fazer nada.
Tenho andado muito cansada, sem vontade para fazer nada.
Gosto da minha teoria do perfeccionismo, ou seja, quando meto uma coisa na cabeça, não descanso enquanto não consigo concretizá-la, contudo, ultimamente as coisas não se têm passado assim, acho que já me sinto muito cansada, sem forças para lutar. Já tive momentos de me sentir triste, mas nunca assim.
Sou muito frágil e sensível, ligo muito ao que dizem e pensam de mim. Não gosto disso, não me gosto de sentir vulnerável e controlada pelos outros.
Gosto muito de ajudar os outros, mas em contradição, não sei se gosto de ser ajudada, não gosto que invadam o meu espaço, nem de me sentir fraca perante os outros.
Quando penso em mim, nestas alturas, sinto-me mal, sinto-me triste, porque vejo que são muito poucas as coisas que gosto em mim. Entristeço-me, tenho vontade de chorar.
Uma das coisas que gosto em mim é a minha capacidade de entrega e de amar. Quando amo e gosto, amo e gosto mesmo a sério, e sou capaz de fazer quase tudo pelas pessoas que amo.
Sou muito frágil e sensível, ligo muito ao que dizem e pensam de mim. Não gosto disso, não me gosto de sentir vulnerável e controlada pelos outros.
Gosto muito de ajudar os outros, mas em contradição, não sei se gosto de ser ajudada, não gosto que invadam o meu espaço, nem de me sentir fraca perante os outros.
Quando penso em mim, nestas alturas, sinto-me mal, sinto-me triste, porque vejo que são muito poucas as coisas que gosto em mim. Entristeço-me, tenho vontade de chorar.
Uma das coisas que gosto em mim é a minha capacidade de entrega e de amar. Quando amo e gosto, amo e gosto mesmo a sério, e sou capaz de fazer quase tudo pelas pessoas que amo.
Segunda-feira, Dezembro 13, 2004
Eu…
Quero saber quem sou para ter mais segurança em mim. Quero saber quem sou, para saber quem procuro, ou o que procuro no outro. Quem sou eu? O que necessito? O que me atrai? O que me cativa, o que me satisfaz?
Neste momento oiço Rui Veloso e uma lágrima escapa-me fugidia e perde-se no meu rosto. Será do tom “meloso” que todas as músicas dele têm?! Talvez me faça pensar nas coisas simples da vida, nas pequenas belezas que me passam ao lado, enquanto me arrasto nesta vida, quase sem destino.
A consulta com a Dra. durou sensivelmente uma hora. A ideia que tinha (e que mantive) dela é a de que é uma pessoa “contida”, de poucas falas. No final tive que ser eu a questioná-la acerca do diagnóstico! Falou-me que o quadro depressivo não era muito animador e que eu tinha uma personalidade depressiva. Será que me consegue explicar do que se trata? Será que me vai condicionar? Há tratamento? Qual? É uma falha na personalidade? É inato, já nasce connosco, ou somos nós que a “construímos”?
Acerca do peso, ela não deu grande relevância a esse facto. Simplesmente me perguntou o que costumava comer habitualmente, mas não quis saber mais nada. Até comentei esse facto com a minha mãe e ela disse-me que era por a Dra não se lembrar de mim antes e não se ter apercebido de como emagreci nestes meses. O que acha?
São várias as pessoas que me dizem que estou magra, que qualquer dia “desapareço”. Peço-lhes desculpa, mas não me consigo ver assim, não sei se o meu espelho terá algum defeito… noto que há partes em mim que estão mais “pequenas”, contudo, há outras que ainda me parecem tão grandes, tal como a barriga.
Não consigo perceber se foi a depressão que me levou a “isto” (que não sei bem o que é, ou se chega a ser alguma coisa com alguma relevância) ou se foi “isto” que me agravou a depressão.
Não sei se em psicologia têm alguma espécie de teste que permita detectar problemas de comportamento alimentar. Sei que há coisa em que consigo encontrar traços de Anorexia Nervosa (ou pelo menos de como a definem os especialistas):
meticulosas e compulsivas, com metas muito elevadas de realização e êxito
restringe a quantidade de alimentos ingeridos
perda de interesse sexual
baixa temperatura corpórea
excesso de pelos finos e macio na face
E talvez outros traços que me passam despercebidos, mas acho que adoptei mais uma filosofia de uma alimentação mais “natural”, mais saudável, porque eu continuo a comer tudo, ou melhor quase tudo o que comia, mas em quantidades mais pequenas. Não digo que “tudo isto” não começou por querer emagrecer. Começou sim. Já aos anos que andava em dietas falhadas e comecei a consegui controlar-me e acho que comecei a adoptar um estilo de vida diferente.
A mudança física, objectiva e concreta é mais simples de realizar que a mudança interior… talvez tenha tentado mudar o meu corpo, na esperança de me tornar noutra pessoa, uma espécie de máscara que me permitisse proteger e deixar-me na minha concha, sossegada… em paz… sem muitas partilhas… mas aos poucos penso que a máscara de porcelana começou a abrir pequenas fendas e sinto que agora preciso de um pouco de ajuda para conseguir apanhar todos os cacos da minha vida e construir um novo manto de estrelas de que me possa orgulhar e sorrir sempre quando vir no espelho reflectido o seu brilho… o meu brilho…
Quero saber quem sou para ter mais segurança em mim. Quero saber quem sou, para saber quem procuro, ou o que procuro no outro. Quem sou eu? O que necessito? O que me atrai? O que me cativa, o que me satisfaz?
Neste momento oiço Rui Veloso e uma lágrima escapa-me fugidia e perde-se no meu rosto. Será do tom “meloso” que todas as músicas dele têm?! Talvez me faça pensar nas coisas simples da vida, nas pequenas belezas que me passam ao lado, enquanto me arrasto nesta vida, quase sem destino.
A consulta com a Dra. durou sensivelmente uma hora. A ideia que tinha (e que mantive) dela é a de que é uma pessoa “contida”, de poucas falas. No final tive que ser eu a questioná-la acerca do diagnóstico! Falou-me que o quadro depressivo não era muito animador e que eu tinha uma personalidade depressiva. Será que me consegue explicar do que se trata? Será que me vai condicionar? Há tratamento? Qual? É uma falha na personalidade? É inato, já nasce connosco, ou somos nós que a “construímos”?
Acerca do peso, ela não deu grande relevância a esse facto. Simplesmente me perguntou o que costumava comer habitualmente, mas não quis saber mais nada. Até comentei esse facto com a minha mãe e ela disse-me que era por a Dra não se lembrar de mim antes e não se ter apercebido de como emagreci nestes meses. O que acha?
São várias as pessoas que me dizem que estou magra, que qualquer dia “desapareço”. Peço-lhes desculpa, mas não me consigo ver assim, não sei se o meu espelho terá algum defeito… noto que há partes em mim que estão mais “pequenas”, contudo, há outras que ainda me parecem tão grandes, tal como a barriga.
Não consigo perceber se foi a depressão que me levou a “isto” (que não sei bem o que é, ou se chega a ser alguma coisa com alguma relevância) ou se foi “isto” que me agravou a depressão.
Não sei se em psicologia têm alguma espécie de teste que permita detectar problemas de comportamento alimentar. Sei que há coisa em que consigo encontrar traços de Anorexia Nervosa (ou pelo menos de como a definem os especialistas):
meticulosas e compulsivas, com metas muito elevadas de realização e êxito
restringe a quantidade de alimentos ingeridos
perda de interesse sexual
baixa temperatura corpórea
excesso de pelos finos e macio na face
E talvez outros traços que me passam despercebidos, mas acho que adoptei mais uma filosofia de uma alimentação mais “natural”, mais saudável, porque eu continuo a comer tudo, ou melhor quase tudo o que comia, mas em quantidades mais pequenas. Não digo que “tudo isto” não começou por querer emagrecer. Começou sim. Já aos anos que andava em dietas falhadas e comecei a consegui controlar-me e acho que comecei a adoptar um estilo de vida diferente.
A mudança física, objectiva e concreta é mais simples de realizar que a mudança interior… talvez tenha tentado mudar o meu corpo, na esperança de me tornar noutra pessoa, uma espécie de máscara que me permitisse proteger e deixar-me na minha concha, sossegada… em paz… sem muitas partilhas… mas aos poucos penso que a máscara de porcelana começou a abrir pequenas fendas e sinto que agora preciso de um pouco de ajuda para conseguir apanhar todos os cacos da minha vida e construir um novo manto de estrelas de que me possa orgulhar e sorrir sempre quando vir no espelho reflectido o seu brilho… o meu brilho…
A pAiXãO
Tu eras aquela que eu mais queria
para me dar algum conforto e companhia
era só contigo que eu sonhava andar
para todo o lado e até quem sabe ? Talvez casar
Aí o que eu passei só por te amar
a saliva que eu gastei para te mudar
mas esse teu mundo era mais forte do que eu
e nem com a força da música ele se moveu
Mesmo sabendo que não gostavas
empenhei o meu anel de rubi
para te levar ao concertoque havia no rivoli
Era só a ti que eu mais queria
ao meu lado no concerto nesse dia
juntos no escuro de mão dada a ouvir
aquela música maluca sempre a subir
Mas tu não ficaste nem meia-hora
não fizeste um esforço para gostar e foste embora
contigo aprendi uma grande lição
não se ama alguém que não ouve a mesma canção
Foi nesse dia que percebi
nada mais por nós havia a fazer
a minha paixão por ti era um lume
que não tinha mais lenha por onde arder
Rui Veloso
Tu eras aquela que eu mais queria
para me dar algum conforto e companhia
era só contigo que eu sonhava andar
para todo o lado e até quem sabe ? Talvez casar
Aí o que eu passei só por te amar
a saliva que eu gastei para te mudar
mas esse teu mundo era mais forte do que eu
e nem com a força da música ele se moveu
Mesmo sabendo que não gostavas
empenhei o meu anel de rubi
para te levar ao concertoque havia no rivoli
Era só a ti que eu mais queria
ao meu lado no concerto nesse dia
juntos no escuro de mão dada a ouvir
aquela música maluca sempre a subir
Mas tu não ficaste nem meia-hora
não fizeste um esforço para gostar e foste embora
contigo aprendi uma grande lição
não se ama alguém que não ouve a mesma canção
Foi nesse dia que percebi
nada mais por nós havia a fazer
a minha paixão por ti era um lume
que não tinha mais lenha por onde arder
Rui Veloso
Domingo, Dezembro 12, 2004
LeVe BeIjO tRiStE
Teimoso subi
Ao cimo de mim
E no alto rasgei
As voltas que dei
Sombra de mil sóis em glória
Cobrem todo o vale ao fundo
Dorme meu pequeno mundo
Como um barco vazio
P'las margens do rio
Desce o denso véu lilás
Desce em silêncio e paz
Manso e macio
Deixa que te leve
assim tão leve
Leve e que te beije meu anjo triste
Deixo-te o meu canto canção tão breve
Brando como tu amor pediste
Não fales calei
Assim fiquei
Sombra de mil sóis cansados
Crescendo como dedos finos
A embalar nossos destinos
Deixa que te leve
assim tão leve
Leve e que te beije meu anjo triste
Deixo-te o meu canto canção tão breve
Brando como tu amor pediste
Deixa que te leve
assim tão leve
Leve e que te beije meu anjo triste
Deixo-te o meu canto canção tão breve
Brando como tu amor pediste
Paulo Gonzo
Teimoso subi
Ao cimo de mim
E no alto rasgei
As voltas que dei
Sombra de mil sóis em glória
Cobrem todo o vale ao fundo
Dorme meu pequeno mundo
Como um barco vazio
P'las margens do rio
Desce o denso véu lilás
Desce em silêncio e paz
Manso e macio
Deixa que te leve
assim tão leve
Leve e que te beije meu anjo triste
Deixo-te o meu canto canção tão breve
Brando como tu amor pediste
Não fales calei
Assim fiquei
Sombra de mil sóis cansados
Crescendo como dedos finos
A embalar nossos destinos
Deixa que te leve
assim tão leve
Leve e que te beije meu anjo triste
Deixo-te o meu canto canção tão breve
Brando como tu amor pediste
Deixa que te leve
assim tão leve
Leve e que te beije meu anjo triste
Deixo-te o meu canto canção tão breve
Brando como tu amor pediste
Paulo Gonzo
Porque abandonei as sessões de psicoterapia?
Acho que não sei bem ao certo responder a esta questão. Em primeiro lugar, acho que pensava que já estava bem, ou pelo menos, consideravelmente estável e que já me conseguia aguentar sozinha. Sempre tive um bocado a ideia de que tenho que ser a “super-mulher”, que tenho que ser forte e, estar em tratamento, dava-me a sensação de estar a ser fraca, de precisar de ajuda. Não queria ser “dependente” de nada, nem ninguém. Depois acho que tinha medo, medo de ficar “dependente” e medo de me descobrir fraca, uma pessoa “pobre de espírito” (se é que isso existe…), um grande, terrível medo de me conhecer, por medo de não gostar (ainda mais) do que eu era, no ser em que me tinha transformado. Um medo, um medo grande, um medo terrível, um grande medo do próprio medo, do desconhecido, do meu inconsciente.
E este medo foi crescendo cada vez mais e, hoje, tãooooo grande… mas não me pergunte medo do quê… nem eu sei… medo… medo do medo…medo da vida, medo da morte, medo de mim. Um medo que me assusta, me apavora. Medo que este medo se apodere de mim, medo de enlouquecer. Medo de voltar a ter ataques de pânico, que não como nem porque surgem…do nada. De dentro de mim, acho que deste medo que tem vindo a crescer de um modo desmesurável dentro de mim e que me vai aterrorizando a cada segundo que passa.
Andei uns tempos, em que acho que posso dizer andava bem. Mas depois com o “stress” do dia-a-dia, do trabalho, a correria, as preocupações… tudo se começou a acumular e os sintomas da depressão voltaram a surgir (será que algum dia chegaram a desaparecer?!) e a ansiedade começou-se a apoderar de mim. Os nervos… sempre muito nervosa; tremo muito, as mãos não param de se mexer involuntariamente.
Tenho medo, um medo muito grande de perder o controlo… acho que bem ou mal sempre me fui conseguindo controlar, pelo menos na relação com os outros, nunca deixei transparecer esta agonia tão grande que carrego dentro de mim como um fardo pesado, cada dia que volto a abrir os olhos.
Há alturas em que implico com tudo, e há outras alturas em que parece que estou ligada à electricidade, não paro, tenho que estar a fazer alguma coisa, tenho que falar, não posso parar… mas há outras alturas em que estou em baixo, muito em baixo… por vezes penso como é possível uma pessoa descer tão baixo, sentir-se tão miserável, sem vontade para nada…
Emagreci. Finalmente comecei a conseguir ter algum controle em relação à comida. Estou com cerca de 40 kg. A médica diz que é muito baixo para mim. O meu namorado diz que eu não como e que todo o meu problema se resume a fraqueza. Eu, por mim, sinto-me muito bem assim com o meu corpo. Não é para o mostrar aos outros que me sinto bem, mas agrada-me a mim especialmente. Não sei se tive a ilusão de que ao conseguir controlar o meu corpo, conseguia controlar a minha cabeça.
Emagrecer dava-me uma sensação de poder, não me pergunto nem como nem porquê. Simplesmente dava. Mas só sei que à medida que ia controlando cada vez mais o meu corpo, mais sentia a cabeça a descontrolar-se… e eu sem conseguir controlar isso…
Já me falaram em anorexia; não sei se a tenho ou não, não sei avaliar esse tipo de situações.
Aconteceu-me uma coisa realmente estranha. Ganhei uma anormal aversão a bifes. A única carne que consigo comer é frango e carne picada. Acho que ganhei “nojo” à outra carne, cada vez que penso nisso, fico mal disposta e a última vez que tentei comer um bife de vaca fiquei realmente mal disposta.
Ás vezes penso nisto e este comportamento assusta-me. Sei que talvez esteja errado, mas é mais forte que eu e não consigo parar.
Só sei que tenho medo, muito medo… de mim… talvez
Não consigo parar de pensar e pensar e pensar. Acho que começo a dissecar todos os pensamentos até ao mais ínfimo pormenor. Acho que penso demais. Tenho a cabeça sempre a andar a “mil”. Não consigo estar descansada, parece que tenho qualquer coisa dentro de mim que me perturba.
Não sei se acha que vale a pena retomarmos o processo terapêutico, uma vez que desisti, fui fraca e saí derrotada.
Também não sei o que sairá desta sessão. Só sei que estava completamente desesperada quando lhe escrevi o mail. Sinto que preciso de ajuda, senão acho que enlouqueço e não sei se consigo continuar.
Tenho coisas boas na vida, sei bem que sim, mas nesta altura tudo parece perder o sentido e tudo parece sombras, as quais não consigo alcançar.
P.S.: Será que a desiludi quando abandonei o processo? Acho que estou sempre a desiludir as pessoas, acho que nunca sou suficientemente boa.
Acho que não sei bem ao certo responder a esta questão. Em primeiro lugar, acho que pensava que já estava bem, ou pelo menos, consideravelmente estável e que já me conseguia aguentar sozinha. Sempre tive um bocado a ideia de que tenho que ser a “super-mulher”, que tenho que ser forte e, estar em tratamento, dava-me a sensação de estar a ser fraca, de precisar de ajuda. Não queria ser “dependente” de nada, nem ninguém. Depois acho que tinha medo, medo de ficar “dependente” e medo de me descobrir fraca, uma pessoa “pobre de espírito” (se é que isso existe…), um grande, terrível medo de me conhecer, por medo de não gostar (ainda mais) do que eu era, no ser em que me tinha transformado. Um medo, um medo grande, um medo terrível, um grande medo do próprio medo, do desconhecido, do meu inconsciente.
E este medo foi crescendo cada vez mais e, hoje, tãooooo grande… mas não me pergunte medo do quê… nem eu sei… medo… medo do medo…medo da vida, medo da morte, medo de mim. Um medo que me assusta, me apavora. Medo que este medo se apodere de mim, medo de enlouquecer. Medo de voltar a ter ataques de pânico, que não como nem porque surgem…do nada. De dentro de mim, acho que deste medo que tem vindo a crescer de um modo desmesurável dentro de mim e que me vai aterrorizando a cada segundo que passa.
Andei uns tempos, em que acho que posso dizer andava bem. Mas depois com o “stress” do dia-a-dia, do trabalho, a correria, as preocupações… tudo se começou a acumular e os sintomas da depressão voltaram a surgir (será que algum dia chegaram a desaparecer?!) e a ansiedade começou-se a apoderar de mim. Os nervos… sempre muito nervosa; tremo muito, as mãos não param de se mexer involuntariamente.
Tenho medo, um medo muito grande de perder o controlo… acho que bem ou mal sempre me fui conseguindo controlar, pelo menos na relação com os outros, nunca deixei transparecer esta agonia tão grande que carrego dentro de mim como um fardo pesado, cada dia que volto a abrir os olhos.
Há alturas em que implico com tudo, e há outras alturas em que parece que estou ligada à electricidade, não paro, tenho que estar a fazer alguma coisa, tenho que falar, não posso parar… mas há outras alturas em que estou em baixo, muito em baixo… por vezes penso como é possível uma pessoa descer tão baixo, sentir-se tão miserável, sem vontade para nada…
Emagreci. Finalmente comecei a conseguir ter algum controle em relação à comida. Estou com cerca de 40 kg. A médica diz que é muito baixo para mim. O meu namorado diz que eu não como e que todo o meu problema se resume a fraqueza. Eu, por mim, sinto-me muito bem assim com o meu corpo. Não é para o mostrar aos outros que me sinto bem, mas agrada-me a mim especialmente. Não sei se tive a ilusão de que ao conseguir controlar o meu corpo, conseguia controlar a minha cabeça.
Emagrecer dava-me uma sensação de poder, não me pergunto nem como nem porquê. Simplesmente dava. Mas só sei que à medida que ia controlando cada vez mais o meu corpo, mais sentia a cabeça a descontrolar-se… e eu sem conseguir controlar isso…
Já me falaram em anorexia; não sei se a tenho ou não, não sei avaliar esse tipo de situações.
Aconteceu-me uma coisa realmente estranha. Ganhei uma anormal aversão a bifes. A única carne que consigo comer é frango e carne picada. Acho que ganhei “nojo” à outra carne, cada vez que penso nisso, fico mal disposta e a última vez que tentei comer um bife de vaca fiquei realmente mal disposta.
Ás vezes penso nisto e este comportamento assusta-me. Sei que talvez esteja errado, mas é mais forte que eu e não consigo parar.
Só sei que tenho medo, muito medo… de mim… talvez
Não consigo parar de pensar e pensar e pensar. Acho que começo a dissecar todos os pensamentos até ao mais ínfimo pormenor. Acho que penso demais. Tenho a cabeça sempre a andar a “mil”. Não consigo estar descansada, parece que tenho qualquer coisa dentro de mim que me perturba.
Não sei se acha que vale a pena retomarmos o processo terapêutico, uma vez que desisti, fui fraca e saí derrotada.
Também não sei o que sairá desta sessão. Só sei que estava completamente desesperada quando lhe escrevi o mail. Sinto que preciso de ajuda, senão acho que enlouqueço e não sei se consigo continuar.
Tenho coisas boas na vida, sei bem que sim, mas nesta altura tudo parece perder o sentido e tudo parece sombras, as quais não consigo alcançar.
P.S.: Será que a desiludi quando abandonei o processo? Acho que estou sempre a desiludir as pessoas, acho que nunca sou suficientemente boa.
